Epigastralgia: o que é, 8 possíveis causas, como tratar + dicas

A epigastralgia se refere à dor epigástrica ou na boca do estômago, que pode se manifestar com pontadas, queimação e sensação de estufamento. Geralmente, não é motivo de preocupação e pode passar sem intervenção 1, 2.

Porém, há condições médicas mais sérias que podem desencadear esse mal-estar. Portanto, não é bom ignorar os sinais indefinidamente 2.

Neste post, entenda o conceito, as causas comuns e as opções de tratamento para dor na boca do estômago e arrotos.

Continue a leitura e descubra também quando esses sintomas merecem atenção médica.

Resumo

  • Epigastralgia é a nomenclatura médica da dor epigástrica na região apelidada de “boca do estômago”, que compreende o abdômen superior, entre as costelas e o umbigo 1, 2.
  • O epigástrio abrange vários órgãos, inclusive esôfago, estômago, pâncreas, fígado, vesícula e parte do intestino 1, 2.
  • As causas mais comuns são gastrite, indigestão, dispepsia funcional, refluxo gastroesofágico, esofagite e pedra na vesícula. Além dessas, o quadro pode se manifestar ou se agravar a partir de transtornos de ansiedade e estresse, hábitos alimentares excessivos, obstruções, câncer e, raramente, problemas cardíacos. 1, 2, 4, 5

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O que é epigastralgia?

Refere-se à dor ou desconforto localizado na parte central do abdômen superior, entre as costelas e o umbigo, região popularmente conhecida como “boca do estômago”. Pode variar de leve a intensa e costuma estar associada a alterações digestivas, como gastrite, refluxo, alimentação inadequada ou estresse 1, 2.

Durante a gravidez, esse tipo de incômodo é relativamente comum, devido ao desenvolvimento do feto 1, 4.

Para obter um diagnóstico preciso e indicações adequadas ao tratamento, procure atendimento médico especializado, preferencialmente um gastroenterologista 2.

Quais são os sintomas de epigastralgia?

Ao considerar as causas e os gatilhos prováveis, o quadro costuma vir acompanhado de 2, 3:

  • queimação persistente na parte alta do abdômen; 
  • acidez frequente, com gosto amargo ou ácido; 
  • arrotos repetidos após comer ou beber; 
  • gases acompanhados de sensação de pressão interna; 
  • náusea leve, às vezes relacionada à alimentação; 
  • cólicas ou dor localizada na região superior; 
  • sensação de estufamento e digestão mais lenta.

Em outros casos, pode ocorrer vômito, diarreia, distensão abdominal e pontadas latejantes. A lista de sintomas, bem como a ordem e a maneira como se manifestam, oferece bons indicativos sobre a causa do problema 2, 3.

Quais são as causas para dor epigástrica?

Diversas condições podem provocar esse tipo de dor, como 1, 2, 4, 5:

  • dispepsia funcional: desconforto ligado à sensibilidade gástrica aumentada; 
  • indigestão: sobrecarga do estômago após refeições pesadas; 
  • refluxo gastroesofágico: retorno do ácido ao esôfago; 
  • esofagite: inflamação que provoca dor, queimação e dificuldade para engolir; 
  • pedra na vesícula: gera dor após alimentação rica em gordura; 
  • estresse e ansiedade: alteram motilidade e aumentam a dor; 
  • hábitos alimentares prejudiciais: excesso de álcool, cafeína, frituras e longos jejuns; 
  • gastrite: inflamação associada à infecção, medicamentos ou alimentação. 

Entenda detalhadamente cada uma das possíveis causas.

1. Dispepsia funcional

A dispepsia funcional é uma forma crônica de indigestão, geralmente sem causa “mecânica” aparente. Nesse caso, os sintomas são reais e observáveis. Contudo, não é possível determinar o gatilho do quadro inflamatório 4.

Existem duas formas principais de dispepsia funcional 5:

  • síndrome de dor epigástrica: conjunto de sintomas que afeta apenas o abdômen superior e inclui dor e queimação; 
  • síndrome do desconforto pós-prandial: fase do mal-estar que ocorre após as refeições e pode provocar náusea, inchaço e sensação antecipada de estômago cheio.

2. Indigestão

A indigestão é a forma tradicional de dispepsia, quando os gatilhos e as causas são facilmente identificáveis. Essa condição pode ser aguda, provocada por refeições volumosas, consumo de álcool ou uso de medicamentos que irritam o estômago 1, 2, 4.

Por outro lado, a indigestão crônica (dispepsia recorrente) pode resultar de esvaziamento gástrico lento, úlceras, infecções bacterianas e refluxo 4.

3. Refluxo gastroesofágico

O refluxo gastroesofágico é uma doença com sintomas recorrentes, que pode fazer com que o conteúdo do estômago suba pelo esôfago. Nessas condições, é possível sentir queimação, hiperacidez, enjoo, irritação e um gosto amargo no fundo da garganta 1, 2.

4. Esofagite

A esofagite é a inflamação do tecido conjuntivo que reveste o esôfago. Em muitos casos, é uma das consequências do refluxo, pois o ácido estomacal pode lesionar as paredes do duto que leva os alimentos até o estômago 1, 2.

5. Pedra na vesícula

A presença de cálculos ou pedras na vesícula biliar pode causar cólicas no epigástrio, especialmente se o órgão estiver inflamado ou obstruído. Nessa condição, além de dor intensa após as refeições, é possível notar perda de apetite, amarelamento da pele (icterícia), gases e inchaço 2, 4, 5.

6. Fatores psicológicos

Problemas relacionados à saúde mental podem manifestar sintomas físicos e, muitas vezes, afetam o trato gastrointestinal. Desse modo, distúrbios de estresse, ansiedade e depressão atuam tanto como causas quanto agravantes da epigastralgia ².

7. Hábitos alimentares excessivos ou prejudiciais

Certas atitudes e hábitos alimentares podem irritar os órgãos e tecidos da região epigástrica. Nesse contexto, as possíveis causas são 2, 4:

  • comer demais; 
  • comer muito rápido e sem mastigar direito os alimentos; 
  • consumir em excesso alimentos indigestos, condimentados e/ou gordurosos, como embutidos, ultraprocessados, frituras e comidas picantes; 
  • passar muitas horas sem comer; 
  • consumir excessivamente bebida alcoólica, café e/ou refrigerantes.

8. Gastrite

A gastrite é a inflamação da parede estomacal, hipersensibilizada após exposição ao suco gástrico. É similar à esofagite, mas, nesse caso, o órgão atingido é, especificamente, o estômago 1, 2.

Além desses fatores, a epigastralgia pode surgir em casos de 1, 5:

  • gravidez; 
  • infecção por bactéria H. pylori
  • infecção na bexiga; 
  • obstruções nos intestinos ou nos dutos biliares; 
  • hérnias, úlceras e câncer; 
  • síndrome do intestino irritável; 
  • distúrbios hepáticos; 
  • problemas cardíacos.

Quando dor na boca do estômago e arrotos são preocupantes?

Deve-se buscar avaliação médica quando os sintomas são persistentes, intensos ou acompanham sinais, como perda de peso involuntária, vômitos frequentes, dificuldade para engolir, anemia, fezes escuras ou dor que desperta à noite. Histórico familiar de doenças digestivas, uso contínuo de anti-inflamatórios ou piora progressiva também exigem investigação clínica adequada ¹.

Qual o tratamento indicado para a epigastralgia?

Sob orientação profissional, sintomas leves e ocasionais podem melhorar com o uso de antiácidos, que reduzem a acidez e aliviam o desconforto. Ainda assim, é importante evitar automedicação, pois o quadro pode estar relacionado a medicamentos, hábitos alimentares ou outras condições que exigem avaliação médica 1, 2, 4.

Vale a pena investir em medidas preventivas, dietas equilibradas e hábitos alimentares mais saudáveis, pois minimizam os riscos de distúrbios gastrointestinais variados ².

Como prevenir dores abdominais? 4 dicas

Pequenas mudanças de hábito ajudam a prevenir esse desconforto, como 1-4:

  • adotar uma boa dieta para epigastralgia: priorize alimentos leves, pouco gordurosos, e evite excessos de café, álcool e frituras, que irritam a mucosa gástrica; 
  • evitar passar muito tempo em jejum: longos intervalos aumentam a acidez e favorecem desconfortos; 
  • comer porções menores e mastigar bem: facilita a digestão e reduz a sobrecarga do estômago; 
  • cuidar da saúde mental: estresse e ansiedade interferem diretamente na função digestiva.

Entenda cada uma dessas dicas.

1. Adote uma boa dieta para epigastralgia

Uma dieta saudável pode amenizar, controlar e prevenir sintomas. Em geral, vale aumentar o consumo de frutas, vegetais, cereais integrais, leite desnatado, carnes magras e peixes. Se necessário, peça um plano alimentar para seu médico 1, 2.

2. Evite passar muito tempo em jejum

Passar muito tempo em jejum pode causar sensibilidade no trato digestivo e desencadear reações adversas quando finalmente se alimentar. Procure comer em intervalos menores, intercalando as refeições principais com pequenos lanches 3, 4.

3. Coma porções menores e mastigue bem os alimentos

Conforme mencionado, refeições muito grandes podem causar desconforto e epigastralgia, pois superam o limite de volume aceitável para o estômago ³.

Neste caso, planeje a dieta com mais cuidado e não exagere no tamanho da porção ingerida. Além disso, sempre mastigue bem os alimentos antes de engolir ³.

4. Cuide da sua saúde mental

Distúrbios psicológicos podem ter consequências físicas. Portanto, é essencial cuidar da sua saúde mental, assim como do corpo. Estresse, ansiedade e depressão são problemas reais que podem ser tratados com terapia e medicação 2, 4.

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sobre Pastilhas

Sobre o autor

Dr. Márcio de Queiroz Elias

Trabalha na indústria Farmacêutica desde os anos 2000, vindo a atuar nas áreas de Saúde Feminina, Consumer Health, Clínica Geral, Pediatria, Dor e Inflamação, Reumatologia, Similares e genéricos.

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