Você já sentiu queimação no estômago que parece piorar sempre que está com ansiedade ou estresse? Saiba que este pode ser um sintoma de gastrite nervosa ¹.
Essa condição costuma atingir pessoas que vivem sob pressão constante, enfrentam rotinas agitadas ou não conseguem lidar bem com situações estressantes, potencializando a sensibilidade visceral ¹.
Nesse sentido, entender como o eixo cérebro-intestino funciona é essencial para reconhecer os sinais e buscar tratamento adequado.
Para te ajudar nessa jornada, preparamos este artigo que explica o que é gastrite nervosa, suas causas, os sintomas mais comuns, a diferença para a “não nervosa”, os tipos de dispepsia funcional, as opções de tratamento e prevenção e se Estomazil serve para gastrite ¹.
Continue a leitura e saiba quando procurar um médico.
Resumo
- Gastrite nervosa é uma inflamação ou irritação da mucosa do estômago causada por fatores emocionais, como estresse, ansiedade ou tensão excessiva ¹.
- Diferente da gastrite bacteriana, não envolve infecção por H. pylori, mas sim alterações hormonais e comportamentais que afetam a produção de ácido gástrico ¹.
- Os sintomas mais comuns incluem queimação, dor abdominal, sensação de estômago cheio, náuseas e perda de apetite. Esses sinais costumam surgir ou se intensificar em períodos de estresse emocional intenso, preocupação excessiva ou ansiedade prolongada ¹.
- O tratamento envolve controle do estresse, alimentação equilibrada, exercícios físicos e, se necessário, terapia psicológica. Medicamentos podem controlar a acidez. Procure um médico se os sintomas persistirem, piorarem ou surgirem vômitos frequentes e perda de peso inexplicável ².
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O que é gastrite nervosa? Principais causas
É uma inflamação ou irritação na mucosa do estômago desencadeada por fatores emocionais, como estresse, ansiedade ou situações de forte pressão psicológica. Embora as emoções não sejam a causa direta, podem intensificar os sintomas digestivos e agravar um quadro preexistente, favorecendo dor, queimação, náuseas e desconforto após as refeições ¹.
Isso porque o corpo sob estresse libera hormônios, como adrenalina e cortisol. Essas substâncias alteram o funcionamento do sistema digestivo e estimulam a produção de suco gástrico em excesso, o que pode irritar a parede do estômago ¹.
Quais são os sintomas de gastrite emocional?
Os sintomas podem variar, mas podemos destacar ¹:
- queimação: sensação de ardor que costuma piorar após as refeições;
- náuseas: desconforto com vontade de vomitar, especialmente durante crises;
- azia: refluxo do conteúdo ácido provoca ardência no peito;
- estômago cheio: saciedade precoce, mesmo após pequenas refeições;
- arrotos frequentes: excesso de gases durante a digestão;
- desconforto abdominal: dor, peso ou sensação de pressão;
- perda de apetite: comer torna-se menos agradável por causa dos sintomas;
- perda de peso: o desconforto reduz a ingestão de alimentos.
É importante observar se os sintomas aparecem ou se intensificam em situações emocionais, pois o monitoramento ajuda a identificar se o problema é de origem nervosa. Consulte um médico ¹.
Quais são os tipos de dispepsia funcional?
A dispepsia funcional é classificada conforme o padrão predominante dos sintomas apresentados. Entenda na tabela abaixo 1, 2:
|
Tipo |
Principais características |
|
Síndrome do desconforto pós-prandial (SDPP) |
Predomina a sensação de estômago cheio após as refeições, saciedade precoce, estufamento e desconforto que surge ou piora depois de comer. |
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Síndrome da dor epigástrica (SDE) |
Caracteriza-se por dor ou queimação na região da boca do estômago, podendo ocorrer mesmo em jejum e nem sempre estar relacionada às refeições. |
O desconforto é considerado funcional quando os sintomas persistem, mas exames, como endoscopia, não identificam alterações estruturais capazes de explicar o quadro 1, 2.
Nesses casos, acredita-se que fatores, como alterações na motilidade do estômago, hipersensibilidade digestiva e aspectos emocionais, contribuam para o aparecimento dos sintomas 1, 2.
Compreender essa diferença facilita a interpretação do diagnóstico e ajuda a distinguir a dispepsia funcional de outras condições digestivas. No próximo tópico, você entenderá quais são as principais diferenças entre a gastrite nervosa e a gastrite de outras causas 1, 2.
Qual é a diferença entre gastrite nervosa e não nervosa?
A diferença está na causa. Enquanto a gastrite “tradicional” geralmente decorre de infecção por H. pylori, uso prolongado de anti-inflamatórios ou consumo excessivo de álcool, a nervosa resulta de fatores emocionais. Além disso, o tipo emocional pode não ser visível na mucosa em exames, mas os sintomas são reais ².
A infecção por Helicobacter pylori ocorre, principalmente, por via oral, a partir do contato direto com saliva, água ou alimentos contaminados ².
É comum a transmissão entre pessoas que vivem na mesma casa, principalmente em locais com saneamento básico precário ².
O agente sobrevive no ambiente ácido do estômago ao se alojar na mucosa gástrica. É possível adquirir a infecção ainda na infância e permanecer com a bactéria por anos sem apresentar sintomas ².
Se não tratada, a condição pode causar gastrite crônica, úlceras e, em alguns casos, contribuir para o desenvolvimento de câncer de estômago ².
Como tratar gastrite do tipo nervosa?
Práticas, como terapia, meditação, exercícios de respiração e atividades físicas regulares, ajudam a equilibrar a mente e reduzir os impactos no estômago. Nesse sentido, é essencial entender que o problema tem origem emocional, por isso o controle do estresse é parte fundamental da melhora do quadro ¹.
Em alguns casos, o médico pode prescrever medicamentos para reduzir a produção de ácido gástrico, como antiácidos ou inibidores de bomba de prótons, mas sempre sob orientação ¹.
Além disso, mudanças na alimentação fazem parte do tratamento, o que inclui dar preferência a refeições leves, evitar frituras, café e álcool e fracionar as refeições ao longo do dia. Essas medidas ajudam a proteger a mucosa estomacal ².
Quando procurar um médico?
Se os sintomas persistirem por mais de uma semana ou se houver dor intensa, vômitos frequentes, presença de sangue nas fezes ou vômitos escuros, é fundamental buscar atendimento. Isso porque esses sinais podem indicar outras doenças, como úlceras ou câncer gástrico. O diagnóstico correto depende de exames, como endoscopia digestiva ¹.
Portanto, não hesite em procurar um especialista se o desconforto for frequente ou intenso ¹.
Como prevenir a gastrite?
A prevenção consiste em adotar um estilo de vida mais equilibrado. Por exemplo, reserve momentos para relaxar, pratique atividades que aliviem o estresse, como caminhadas, ioga ou hobbies prazerosos, mantenha uma alimentação saudável, com horários regulares e alimentos leves e evite o excesso de café, bebidas alcoólicas e cigarro ².
Outra dica importante consiste em não ficar longos períodos em jejum, pois aumenta a produção de ácido gástrico. Por fim, se necessário, busque ajuda psicológica para aprender a lidar melhor com a ansiedade e as pressões do dia a dia ².
FAQ - Dúvidas frequentes sobre gastrite nervosa
A ansiedade e “passar nervoso” podem causar dor no estômago?
O estresse e a ansiedade podem intensificar sintomas digestivos, como dor, queimação, náuseas e sensação de estômago pesado. Isso porque existe uma comunicação constante entre cérebro e sistema digestório. Portanto, embora as emoções não causem gastrite, podem agravar um quadro já existente ou desencadear sintomas semelhantes 1, 2.
Quanto tempo dura uma crise de gastrite emocional?
A duração varia conforme a intensidade do estresse, a causa do desconforto e o tratamento adotado. Em algumas pessoas, os sintomas melhoram em poucas horas após o controle do fator emocional. Em outras, podem persistir por dias ou semanas, especialmente quando há uma doença digestiva associada 1, 2.
Quando devo procurar um médico?
A avaliação médica é indicada quando a dor for intensa, recorrente ou durar vários dias, principalmente se vier acompanhada de vômitos persistentes, sangue nas fezes, perda de peso, dificuldade para se alimentar ou sinais de desidratação. O diagnóstico correto é essencial para identificar a causa e definir o tratamento adequado 1, 2.
Estomazil serve para gastrite?
Não. Estomazil não trata a gastrite nem substitui o tratamento indicado pelo médico para controlar a inflamação da mucosa do estômago. No entanto, esse antiácido pode ser um aliado no alívio de sintomas que frequentemente acompanham o quadro, como azia, queimação e má digestão 3-5.
A família de produtos Estomazil neutraliza o excesso de acidez estomacal, proporcionando mais conforto em episódios ocasionais 3-5.
Se os sintomas forem frequentes, persistentes ou intensos, é fundamental procurar avaliação médica para identificar a causa e iniciar o tratamento adequado da gastrite nervosa 3-5.
Utilize Estomazil conforme as orientações da bula 3-5.
Aproveite para explorar mais conteúdos no nosso blog sobre saúde digestiva, alimentação equilibrada e qualidade de vida. Informação é o primeiro passo para cuidar bem de você!
Estomazil. Pó efervescente. Bicarbonato de sódio, carbonato de sódio e ácido cítrico. Indicações: alívio da azia, má-digestão e mal-estar, medicação antiácida. MS 1.7817.0039. SE PERSISTIREM OS SINTOMAS, O MÉDICO DEVERÁ SER CONSULTADO. Setembro/2025.
Estomazil. Comprimido mastigável. Carbonato de cálcio, hidróxido de alumínio e hidróxido de magnésio. Indicações: tratamento da acidez estomacal, dor de estômago, indigestão, epigastralgia, queimação, azia, má digestão e esofagite péptica. MS 1.7817.0094. SE PERSISTIREM OS SINTOMAS, O MÉDICO DEVERÁ SER CONSULTADO. Setembro/2025.
Estomazil. Leite de Magnésia. Hidróxido de magnésio 8% 80mg/mL. Indicações: antiácido, laxante suave. SE PERSISTIREM OS SINTOMAS, O MÉDICO DEVERÁ SER CONSULTADO. Setembro/2025.
Sobre o autor
Dr. Márcio de Queiroz Elias
Trabalha na indústria Farmacêutica desde os anos 2000, vindo a atuar nas áreas de Saúde Feminina, Consumer Health, Clínica Geral, Pediatria, Dor e Inflamaç