Você percebe arrotos constantes, queimação na barriga e não entende o motivo? Ainda que pareçam inofensivos, esses sintomas podem ser um sinal de alerta do seu corpo2,3,4.
Geralmente, esses sinais estão ligados à alimentação, ao estresse ou até a problemas no sistema digestivo. A boa notícia é que alguns hábitos simples ajudam a reduzir o excesso de gases e a azia2,3,4.
Quer saber mais detalhes de como melhorar a digestão e evitar os arrotos constantes? Neste artigo, descubra o que pode ser o arroto constante e quais são as maneiras de aliviar esse incômodo.
Resumo:
- O arroto é um reflexo natural do corpo que alivia a pressão no sistema digestivo ao permitir que o ar acumulado no estômago saia pelo esôfago e pela boca1;
- Os arrotos em excesso podem ter outras causas, o que inclui problemas digestivos, hábitos alimentares e, até mesmo, fatores emocionais2,3,4;
- Ao menor sinal de sintomas mais graves, o ideal é procurar um médico para investigar a causa e receber a orientação do que fazer para parar os arrotos constantes2,3,4.
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Boa leitura!
O que é arroto?
O arroto, também conhecido como eructação, é um reflexo natural do corpo que alivia a pressão no sistema digestivo ao permitir que o ar acumulado no estômago saia pelo esôfago e pela boca1.
Geralmente, tem em sua composição nitrogênio, oxigênio e dióxido de carbono, que entram no corpo ao engolimos ar. Se houver consumo de bebidas gaseificadas, o arroto também pode conter gás carbônico dessas bebidas1.
Em alguns casos, durante a fermentação de alimentos no estômago ou no intestino, o arroto pode ter metano e enxofre, o que resulta em um cheiro mais forte e desagradável1. E quando produzimos arrotos constantes? Esse incômodo acontece se engolimos ar sem perceber?
Quem está arrotando muito engole ar sem perceber?
Sim, quem está arrotando muito pode engolir ar sem perceber em função de um fenômeno conhecido como aerofagia2,3,4.
Geralmente acontece quando há uma ingestão excessiva de ar, que se acumula no estômago e precisa sair por meio de arrotos. A seguir, veja algumas situações comuns que levam à aerofagia2,3,4.
- Falar enquanto come: conversar durante as refeições faz com que você engula mais ar junto com a comida.
- Mastigar rápido: comer apressadamente dificulta a digestão e aumenta a quantidade de ar ingerido.
- Usar canudos: beber líquidos com canudo facilita a entrada de ar no estômago.
- Respirar de forma incorreta: em momentos de ansiedade ou estresse, a respiração pode ficar mais rápida e superficial, o que leva à ingestão de ar.
- Mascar chicletes ou chupar balas: esses hábitos estimulam a produção de saliva e fazem com que você engula mais ar.
É importante ressaltar que, além da ingestão de ar, existem outros fatores que contribuem para a produção de arrotos constantes2,3,4.
O que pode ser o arroto constante além da deglutição excessiva de ar?
Além da deglutição excessiva de ar, os arrotos em excesso podem ter outras causas, o que inclui problemas digestivos, hábitos alimentares e, até mesmo, fatores emocionais. Abaixo, veja mais detalhes de algumas dessas possibilidades.
- Doença do refluxo gastroesofágico (DRGE): o ácido do estômago sobe para o esôfago, causa azia e estimula a produção de arrotos2,3,4.
- Intolerâncias alimentares: pessoas com intolerância à lactose ou ao glúten podem ter fermentação excessiva no estômago, o que resulta em mais gases e arrotos1,2,3,4.
- Síndrome do intestino irritável (SII): problemas intestinais podem causar gases em excesso, que às vezes saem na forma de arrotos2,3,4.
- Supercrescimento bacteriano no intestino delgado (SIBO): um aumento anormal de bactérias no intestino pode levar à produção excessiva de gases e arrotos2,3,4.
- Alimentos ricos em fibras e fermentáveis (FODMAPs): algumas comidas, como feijão, brócolis e cebola, podem causar mais gases e levar a arrotos constantes2,3,4.
- Ansiedade e estresse: emoções fortes podem alterar a respiração e o funcionamento digestivo, quadro que favorece a aerofagia e os arrotos2,3,4.
- Uso excessivo de bebidas gaseificadas: como mencionamos, refrigerantes e outras bebidas com gás liberam dióxido de carbono no estômago e aumentam a necessidade de arrotar2,3,4.
Quando os arrotos constantes são preocupantes?
Os arrotos constantes podem ser preocupantes quando vêm em companhia de outros sintomas2,3.
Embora a eructação seja um processo natural, certos sinais podem indicar um problema de saúde subjacente e é imprescindível um acompanhamento médico2,3,4. A seguir, veja em que momentos é importante buscar a ajuda de um especialista.
Arrotos excessivos sem motivo aparente
Os arrotos ocorrem várias vezes ao dia, mesmo sem consumo de bebidas gaseificadas ou mudanças na alimentação2,3,4.
Dor no peito ou sensação de queimação
Pode ser um sinal de DRGE ou até problemas cardíacos, como angina2,3,4.
Dificuldade para engolir
Pode indicar esofagite, hérnia de hiato ou até um bloqueio no esôfago2,3,4.
Perda de peso inexplicável
Se seu peso reduz sem mudar sua dieta, pode haver um problema digestivo mais sério, como uma infecção ou condição inflamatória2,3,4.
Náuseas e vômitos frequentes
Quando os arrotos vêm acompanhados de enjoo, o quadro pode indicar gastrite, úlceras ou até uma infecção por Helicobacter pylori2,3,4.
Estufamento ou inchaço abdominal
Pode estar relacionado à SII, dispepsia (indigestão) ou fermentação excessiva de bactérias no intestino1,2,3,4.
Arrotos com odor forte e/ou gosto ruim
Se há um cheiro forte ou um gosto ácido recorrente, o problema pode ser refluxo severo ou um distúrbio gástrico2,3,4.
Ao menor sinal de um destes sintomas, o ideal é procurar um médico para investigar a causa e receber a orientação do que fazer para parar os arrotos constantes2,3,4.
O que fazer para parar os arrotos constantes?
O tratamento para arrotos constantes depende da causa do problema. Se forem ocasionais, pequenas mudanças no dia a dia e nos hábitos alimentares, podem ajudar2,3,4.
- Comer devagar e mastigar bem: engolir ar sem perceber pode aumentar os arrotos. Faça refeições com calma e evite falar enquanto come2,3,4.
- Evitar bebidas gaseificadas e chicletes: refrigerantes, água com gás e chicletes aumentam a entrada de ar no estômago2,3,4.
- Diminuir o consumo de FODMAPs: feijão, repolho, cebola e laticínios podem causar excesso de gases e arrotos2,3,4.
- Não usar canudos e evitar beber líquidos direto da garrafa: esse costume pode fazer com que você engula mais ar do que o necessário2,3,4.
- Monitorar o estresse e a ansiedade: técnicas de relaxamento, como respiração profunda e meditação, ajudam a reduzir a aerofagia causada pelo nervosismo2,3,4.
- Consumir chás digestivos: erva-doce, hortelã-pimenta e camomila ajudam a relaxar o sistema nervoso central além estimular movimentos peristálticos intestinais, o que facilita a eliminação natural dos gases acumulados2,3,4.
- Ter uma hidratação adequada: beber água regula o fluxo normal de absorção dos nutrientes e facilita a passagem dos gases pelo tubo digestivo2,3,4.
- Fazer exercícios leves após refeições: a prática promove circulação sanguínea e melhora todo processo digestivo geral2,3,4.
Quando utilizar remédios farmacológicos para os arrotos constantes?
Se, mesmo com essas medidas, o incômodo não passar e/ou vir na companhia de outros sintomas mais graves, como mencionado, talvez seja necessário um acompanhamento médico regular2,3,4. O especialista pode indicar o uso de:
- probióticos para equilibrar a flora intestinal e reduzir a fermentação de bactérias3,4;
- antibióticos em caso de infecção por H. pylori1;
- medicamentos para reduzir a produção de gases, como simeticona2,3,4;
- inibidores da bomba de prótons e/ ou antiácidos para casos de refluxo gastroesofágico (RGE) e gastrite, que, indiretamente, provocam a formação de gases4.
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Estomazil. bicarbonato de sódio, carbonato de sódio e ácido cítrico. Indicações: alívio da azia, má-digestão e mal-estar, medicação antiácida. MS 1.7817.0039. SE PERSISTIREM OS SINTOMAS, O MÉDICO DEVERÁ SER CONSULTADO. Junho/2025.
Sobre o autor
Dr. Márcio de Queiroz Elias
Trabalha na indústria Farmacêutica desde os anos 2000, vindo a atuar nas áreas de Saúde Feminina, Consumer Health, Clínica Geral, Pediatria, Dor e Inflamação, Reumatologia, Similares e genéricos.